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Pesquisa da Hewitt revela que muitas empresas da América Latina terão aumentos salariais e bônus abaixo do esperado em 2009

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Thais Trevisan,  Hewitt Associates,  55 11 2107 6410
2009-03-27
O enfraquecimento da economia e pressões de preço estão levando as empresas a revisarem e reduzirem seus gastos com remuneração

AMÉRICA LATINA — Em resposta ao enfraquecimento da economia e aumento das pressões de custo, uma nova pesquisa de 'tomada de pulso' da Hewitt Associates, uma empresa global de consultoria e outsourcing de recursos humanos, revela que muitos empregadores estarão distribuindo aumentos salariais e bônus abaixo do esperado aos funcionários em 2009.

A Hewitt realizou uma pesquisa recente com 215 grandes empresas da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, México, Porto Rico e Venezuela) para saber como elas planejam fazer mudanças nos seus orçamentos de remuneração à luz da situação econômica recente. De acordo com os resultados, 42 por cento estão revisando seus orçamentos com folha de pagamento e estratégias de remuneração variável em função da desaceleração econômica ou das maiores pressões de custo. Para essas empresas, os aumentos salariais diminuirão um por cento em média em 2009. Em outras palavras, os aumentos salariais tanto para horistas quanto para funcionários assalariados nessas empresas agora são projetados em 3,1 por cento — o menor aumento projetado na base salarial desde os ataques terroristas de 11 de setembro. Além disso, quase metade das empresas que estão fazendo mudanças nos seus orçamentos salariais (49 por cento) planeja reduzir as despesas de remuneração variável, com dois terços (68 por cento) cortando bônus em mais de 10 por cento em 2008 e 42 por cento das empresas planejando fazer isso em 2009.
 

"Embora a maioria dos empregadores esteja mantendo o rumo no que tange aos seus orçamentos de remuneração, o aumento das pressões de custo e preocupações sobre a economia mais ampla incitaram um número significativo de organizações a reavaliar e revisar seus orçamentos salariais", afirmou Ken Abosch, líder do negócio de Consultoria de Remuneração Norte-Americana da Hewitt.

"Infelizmente, o resultado são aumentos salariais e bônus menores esse ano, o que esvazia ainda mais as carteiras dos americanos que já estão enfrentando custos de assistência médica, inflação e despesas hipotecárias maiores. Esse é um desafio muito real para as empresas, conforme elas lutam para encontrar maneiras de gerenciar custos durante um período em que atrair, reter e motivar funcionários é mais importante do que nunca. Conforme essas pressões continuam, esperamos ver uma maior ênfase na remuneração variável para motivar os funcionários e ajudá-los a enfrentar o aumento nas pressões econômicas. Esses programas permitem que as empresas gerenciem os custos fixos com mais eficácia, concentrem-se nos objetivos chave de negócio e motivem e recompensem os funcionários com bônus quando atingirem metas de desempenho. O resumo é que a remuneração variável é uma maneira mais inteligente de gerenciar um negócio em uma economia boa ou ruim.

No entanto, há boas notícias para trabalhadores de alto desempenho. A pesquisa da Hewitt constatou que 38 por cento das empresas estão reservando uma parcela do seu orçamento salarial para os funcionários de maior desempenho, e quase um quarto (23 por cento) estão criando pacotes de incentivos complementares, discricionários, para esses trabalhadores. Outras 20 por cento estão oferecendo bônus de retenção de funcionários para um período especificado de tempo de serviço.

Além de reduzir os aumentos por mérito e os bônus, a pesquisa da Hewitt constatou que as empresas que estão revisando suas projeções de orçamento salarial em 2009 também estão considerando implementar um congelamento nas contratações (52 por cento), demissões ou redução do quadro (55 por cento), redução das promoções (25 por cento) e/ou implementação de um congelamento de salários (15 por cento).

Sobre Hewitt Associates

Com mais de 65 anos de experiência, a Hewitt Associates (NYSE:HEW) é o líder mundial em serviços de consultoria e de outsourcing de recursos humanos. Presta consultoria para mais de 2.300 empresas e administra recursos humanos, planos de saúde, folhas de pagamento e programas de aposentadoria de mais de 340 empresas, com milhões de empregados e aposentados no mundo inteiro.  Localizado em 35 países, a Hewitt emprega aproximadamente 24.000 colaboradores. Na América Latina, a Hewitt tem seis escritórios e mais de 500 colaboradores localizados na Argentina, Brasil, Chile, México e Porto Rico.
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