2009-03-27
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Hewitt Associates realizou uma Pesquisa de Pulso sobre os planos para a remuneração em 2009 e avaliou os reflexos da crise nos salários e empregos. Resultados: mais 70% das empresas no Brasil pretendem congelar contratações. E acima de 20% planejam reduzir as promoções
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São Paulo (SP) As empresas do Brasil, Argentina, Chile, México, Porto Rico e Venezuela já definiram, em seu planejamento para 2009, congelamento de contratações, menores reajustes salariais e, em menor escala, redução das promoções e até demissões. No Brasil, mais de 40% das empresas participantes da pesquisa da Hewitt prevêem demissões em função da crise econômica, índice só superado pelos 45% da Argentina.
Congelar contratações é a medida com maior índice nas empresas da América Latina, principalmente no Chile (quase 80%). A Venezuela foi o país com menor índice de empresas que pretendem demitir colaboradores: 18%.
"A crise já é uma realidade para as empresas destes seis países, embora ainda seja difícil avaliar o quanto impactará o Produto Nacional Bruto de cada um deles em 2009. De qualquer maneira, já provocou mudanças abruptas nos reajustes previstos para o ano que vem, e nas contratações. O cenário mais provável é de congelamento de vagas, com reajustes salariais menores, em intervalos de tempo maiores", resume Patrícia Hanai, consultora sênior de Remuneração e Recompensas.
"Já quanto às demissões, no curto prazo o aumento do desemprego não tende a aparecer nos indicadores oficiais da economia brasileira, principalmente, devido à diferença de tempo entre a realização dos cortes, a apuração realizada pelos institutos de pesquisa e o aumento do consumo desta época do ano. No entanto, no longo prazo e com o agravamento da crise, a tendência é de alta", ressalta Patrícia.
Aumentar o intervalo entre os reajustes salariais será uma das medidas, por exemplo, para 23% das empresas mexicanas que participaram da pesquisa. Congelar salários, para 30% das empresas brasileiras.
Em dois meses, houve acentuada mudança de planos para a remuneração em 2009. Em todas as categorias profissionais da pesquisa houve queda na perspectiva de reajuste. No Brasil, a queda do reajuste previsto foi de 7,5% para 6,5%, aproximadamente, portanto, pouco acentuada. Na Argentina, contudo, com índices inflacionários bem mais expressivos, o reajuste médio caiu de 20%, para 18,5%.
Somente na Venezuela, também com crescimento explosivo da inflação, a previsão de reajuste foi alterada para cima: de 25% a 27%, para 32% a 36%.
Uma boa notícia é que as empresas de todos os países pesquisados preocupam-se, sobremaneira, com a retenção dos profissionais de alto desempenho e alto potencial, profissionais críticos e essenciais para as empresas em tempos de crise. Quase 60% das brasileiras, por exemplo, pensam em reservar parte da previsão de reajuste salarial para estes profissionais. Também pensam em investir em treinamento e aprendizagem, e, em menor escala, nas recompensas com ações da empresa.
Menos afetados são os planos de remuneração variável (mais em 2008 do que em 2009). Na Argentina, haverá redução em 2008, em 100% das empresas pesquisadas, mas em 50% deste total em 2009. No Brasil, o panorama é inverso: haverá redução superior a 10% em 15% das empresas em 2008; e em 23%, em 2009.
"Em tempos de crise, as empresas falham porque entram em pânico, fazem demissões indiscriminadas, focam no curto prazo e não se comunicam adequadamente com os colaboradores" comenta Hanai.
No entanto, empresas que obtiveram destaque em períodos como este, tomam ações diferentes:
- Enfretam as mudanças de forma pró-ativa e tem um objetivo, um rota definida;
- Colocam os líderes da empresa à frente para dirigir e inspirar;
- Vêem nos tempos de crise uma oportunidade para realizar as mudanças necessárias (incluindo os modelos de RH);
- Comunicam as mudanças e os cortes com eficácia e como estas mudanças irão beneficiar a empresas e os colaboradores;
- As empresas com colaboradores de alto desempenho e engajados sabem que irão se recuperar com rapidez.
Recomendações da Hewitt Associates:
A pesquisa da Hewitt recomenda, em lugar de medidas extremas:
- Pensar estrategicamente;
- Focar a remuneração em talentos-chave (colaboradores de alto desempenho, alto potencial e força de vendas);
- Promover a diferenciação na remuneração variável;
- Monitorar constantemente o engajamento dos colaboradores, transformando os resultados das pesquisas de clima em ação e focando os investimentos na gestão eficaz de pessoas;
- Comunicar e esclarecer.
Sobre Hewitt Associates
Com mais de 65 anos de experiência, a Hewitt Associates (NYSE:HEW) é o líder mundial em serviços de consultoria e de outsourcing de recursos humanos. Presta consultoria para mais de 2.300 empresas e administra recursos humanos, planos de saúde, folhas de pagamento e programas de aposentadoria de mais de 340 empresas, com milhões de empregados e aposentados no mundo inteiro. Localizado em 35 países, a Hewitt emprega aproximadamente 24.000 colaboradores. Na América Latina, a Hewitt tem quatro escritórios e mais de 500 colaboradores localizados na Argentina, Brasil, México e Porto Rico.
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