Perguntamos ao nosso diretor-geral, Emerson Soma, quais são as principais ações que a liderança das organizações deve tomar em resposta às transformações atuais do mercado. Se você também tem perguntas relativas ao assunto, clique aqui e envie sua pergunta para nosso "expert".

Pergunta: Certamente, o mercado brasileiro não enfrentou um período de transformação do mercado tão intenso nos últimos 75 anos. O que os líderes das grandes organizações e os RH’s devem fazer, neste momento, para preparar seus líderes para a retomada da economia?
Resposta: Os líderes têm se concentrando na redução de custos e no planejamento de estratégias de recuperação. Mas, para sair ainda mais forte dessa recuperação e ter líderes prontos para uma economia em constante transformação, o RH irá desempenhar um papel-chave na facilitação da mudança de mentalidade e nas ações decisivas que nortearão não apenas a função de RH, mas toda a organização durante qualquer período desafiador. Para quem ainda nem pensou em como mobilizar os líderes para vencer mais este desafio, seguem os 10 pontos que sugiro em resposta à constante transformação do mercado.
Estratégia e definição de prioridades:
1. Estar implacavelmente focado
Redefinir prioridades com base nas realidades atuais. Concentrar-se nos pontos fortes e capacidades centrais da organização. Concordar em encerrar as atividades que não fazem mais sentido no ambiente atual.
2. Não perder as oportunidades de vista
A história tem demonstrado que grandes riquezas podem ser criadas em períodos de turbulência. Líderes visionários também aproveitam as oportunidades inesperadas — seja adquirindo ativos desvalorizados, ou recrutando talentos antes inatingíveis.
Liderança e comunicação:
3. Manter a transparência, sinceridade, autenticidade e consistência
Estas práticas são especialmente importantes durante tempos difíceis. Os colaboradores precisam ver seus líderes no dia a dia, compartilhando planos, definindo prioridades e falando a verdade. O RH pode liderar essa ação ao orientar o CEO e outros líderes sobre as questões que estão na cabeça dos funcionários.
4. Centrar-se em poucos temas chave
É importante focar os funcionários nos “poucos aspectos críticos” que importam agora, e reforçar essas mensagens com freqüência.
5. Alinhar ações e compartilhar sacrifícios
Em tempos de crise, os grupos de liderança precisam estar mais alinhados do que nunca tanto nas ações quanto nas mensagens. Se os funcionários estão sendo conclamados a se sacrificar, os executivos devem fazer o mesmo.
6. Engajar os funcionários nas soluções
Resistir à tentação de mudar para uma mentalidade de “comando e controle“. Explicar como cada um pode se beneficiar se a empresa puder navegar com sucesso do desaquecimento à volta ao crescimento e à lucratividade.
7. Diminuir os prazos para a prestação de contas
Os ciclos de negócio e de mercado são mais curtos e mais rápidos. Os líderes precisam andar mais rápido para acompanhá-los. Isso significa rever alternativas e tomar medidas firmes, rapidamente.
Talentos:
8. Prestar atenção e melhorar seus talentos
É muito comum as organizações deixarem de prestar atenção nos seus melhores recursos. Os funcionários de alto desempenho são aqueles que vão ajudar a enfrentar a tempestade e voltar à recuperação. Agora, é o momento de assegurar que os principais talentos saibam que são importantes e valorizados.
9. Entender o que os funcionários valorizam
O custo total dos funcionários é um dos maiores itens individuais e precisa estar alinhado às receitas. Os custos dos funcionários muitas vezes são gerenciados com instrumentos rápidos, mas de curto prazo, como demissões e reduções salariais. Considerar outras abordagens que reduzam os custos, como acordos de trabalho alternativo e parcial.
Cultura:
10. Fortalecer a cultura e a marca
A maneira na qual a organização responde à adversidade define quem ela é, e o que representa para os funcionários, clientes e comunidade. As decisões que uma empresa toma e a maneira pela qual as executa fornecem tanto uma oportunidade quanto um risco significativo. Considere cuidadosamente o impacto que decisões críticas terão na sua cultura e na sua marca.
Emerson Soma é diretor-geral da Hewitt Associates no Brasil, uma empresa global de consultoria de Recursos Humanos.